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Filosofia

Filosofia

A filosofia da CARE não está pautada na ajuda ao necessitado ou ao excepcional. Esses pensamentos não nos passam pela cabeça. Acreditamos que toda ajuda, no sentido psicológico, é uma relação entre duas pessoas em situações desiguais. O que tem mais a oferecer ajuda o que tem menos. Todo assistencialismo se passa nessa forma de relação. Quem ajuda, olha para baixo, para o ajudado, para o necessitado, e essa é uma relação fadada a não dar certo.

Vejamos o caso de dona Celma, fundadora da CARE – Carminha. Ela criou uma instituição com base nas necessidades da filha, a Carminha. Estudou a fundo a questão do excepcional, tornou-se uma referência no assunto, fundou uma instituição respeitada e, em consequência, quem foi mais ajudada? Dona Celma ou a Carminha?

A resposta dos parece óbvia! A Carminha foi o instrumento para o crescimento interior de dona Celma. Foi a base para que dona Celma se tornasse a pessoa que todos aprenderam a admirar e respeitar.

Assim são as crianças, as pessoas que nós cuidamos. Se há uma relação de ajuda, são elas que nos ajudam, não o contrário.

Mas também não é assim que pensamos. A dedicação, o amor, o carinho, o fazer com espírito de entrega: todo esse sentimento que passamos para os nossos assistidos, são coisas, sentimentos importantes, talvez fundamentais, que eles levarão consigo por toda a vida.

Não há no que fazemos um sentimento de troca. Não fazemos esperando receber. Apenas fazemos o que é natural em nós fazer.

Essa é a nossa filosofia.

E essa mesma filosofia é a base com que procuramos trabalhar também na área de gerenciamento da saúde, quer em hospitais como em comunidades.

Se você nos compreende, bem-vindo à CARE – Carminha.
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